área exclusiva para clientes

E-books

Brincar como ferramenta do desenvolvimento Infantil. As pesquisas em neurologia mostram que os primeiros sete anos de vida são decisivos para o desenvolvimento da criança. O uso de atividades lúdicas  no contexto educacional favorece uma aprendizagem ativa pois unifica e integra o conhecimento. Segundo Winnicott, pediatra que desenvolveu sua psicanálise com base nas relações familiares entre a criança e o ambiente, é brincando que se adquire experiência de vida. A brincadeira é uma prova evidente e constant

Brincar é bom e eu gosto!

Por
Sheyla Baumworcel
Editora
Digitaliza
Formatos
Onde encontrar
Sinopse

Brincar como ferramenta do desenvolvimento Infantil. As pesquisas em neurologia mostram que os primeiros sete anos de vida são decisivos para o desenvolvimento da criança. O uso de atividades lúdicas  no contexto educacional favorece uma aprendizagem ativa pois unifica e integra o conhecimento. Segundo Winnicott, pediatra que desenvolveu sua psicanálise com base nas relações familiares entre a criança e o ambiente, é brincando que se adquire experiência de vida. A brincadeira é uma prova evidente e constante da capacidade criadora, que quer dizer vivência. Brincar é um recurso que desenvolve os esquemas do conhecimento como observar, identificar, comparar, classificar, analisar e estabelecer relações. Porém, precisamos contextualizar o jogo e o brincar nas escolas. Não é somente para transmitir noções de uma disciplina de forma mais atraente para os alunos. Também não é apenas por seu caráter recreativo. E sim, brincar constitui-se como recurso formativo, pois colabora para a aprendizagem mais ativa e agrega os valores do conteúdo programático de forma eficaz. Segundo Maria Montessori, pedagoga e criadora do método educativo que ainda é usado hoje em escolas públicas e privadas mundo afora, destacou a importância da liberdade, da atividade e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Para ela, liberdade e disciplina se equilibram, não sendo possível conquistar uma sem a outra. Adaptou o princípio da auto educação, que consiste na interferência mínima dos professores, pois a aprendizagem teria como base o espaço escolar e o material didático. Montessori também destaca que a criança é um ser em criação. Cada ato é para ela uma ocasião de explorar e tomar posse de si mesma ou para melhor dizer, a cada extensão de si mesma, a ampliação de si mesma. ``A importância decorre de conquista em conquista, uma vibração incessante``. As pesquisas em neurologia mostram que os primeiros sete anos de vida são decisivos para o desenvolvimento da criança. Nestes anos, as pessoas sofrem diversas transformações próprias do crescimento, entre elas, as físicas, em que o nosso corpo sofre diversas alterações e mudamos a dentição para definitiva. A nível emocional formamos, nesta idade, um sentimento básico em relação ao mundo, ou seja, aquele sentimento ou característica que nos vai acompanhar para sempre. Então, a criança vai desenvolver através dos jogos em grupos as bases para o seu futuro, as habilidades socioemocionais para a convivência em grupo assim como concentração, raciocínio, foco, criatividade, agilidade. A primeira infância é um período fundamental no desenvolvimento cerebral. Na primeira infância as respostas são mais rápidas, mais intensas e mais duradouras, em contrapartida àquelas verificadas na juventude, que são, por sua vez, relativamente mais lentas, menos intensas e menos duradouras. É uma fase em que o cérebro se desenvolve em velocidade frenética e tem um enorme poder de absorção, como uma esponja maleável. As primeiras impressões e experiências na vida preparam o terreno sobre o qual o conhecimento e as emoções vão se desenvolver mais tarde. Outro fator importante, é que brincando as crianças aprendem a competir de forma saudável e criativa. As regras de cada jogo estimulam a criar o hábito de atenção às regras de modo geral. A partir desta forma lúdica, o aluno se torna mais propenso a cumprir regras que são comuns a todos e a respeitar o direito do outro. Além dessas vantagens,ao participar das brincadeiras o professor se  envolve numa relação de mão dupla, facilitando o vínculo com o aluno. O professor interage e se torna facilitador da aprendizagem deixando de estar no lugar do detentor do saber.A equipe de professores precisa estar segura dessa prática para que não seja visto como perda de tempo ou simples recurso didático. As atividades ludicas  também são importantes para avaliação em todas as fases do desenvolvimento cognitivo. Sheyla Baumworcel - Psicopedagoga com especialização em Neuroaprendizagem