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Do hospital psiquiátrico ao centro de atenção psicossocial

Do hospital psiquiátrico ao centro de atenção psicossocial

Por
Jaqueline Rocha Borges dos Santos
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Sinopse

Este livro é fruto de duas décadas de estudos e vivências em Saúde Mental. O início que impulsionou a necessidade de vivência emerge da formação em Psicofarmacologia, endossada por participação em fóruns deliberativos nacionais em Saúde Mental, como: Conferência Municipal, Estadual e Nacional. Somado a isto, o início de atuação docente no ensino superior exige a natural relação de teoria e prática. Para tanto, vivências com pesquisa começaram em Hospital Psiquiátrico no estado de São Paulo, em período que a lei número 10216 de abril de 2001 tinha sido recentemente aprovada. O desafio foi a inserção em hospital psiquiátrico, pois a maioria fechava as portas para qualquer possibilidade de vivência e pesquisa em parceria com a Universidade. Parecia que a atmosfera receosa e o universo questionador próprio da academia assombravam as administrações e gestões clínicas. Com esforço, um único Hospital Psiquiátrico abriu as portas, já que uma das profissionais de saúde daquele velho modelo estava aberta às mudanças relacionadas com a desospitalização colocada pela luta antimanicomial. Assim, deu-se o primeiro contato e dias a fio que possibilitaram o conhecimento sobre o cotidiano deste hospital, somando ao leito dia. Neste espaço, foi possível analisar as prescrições médicas de pacientes com diagnóstico de esquizofrenia que passavam pelo modelo ambulatorial adotado à época. Assim, conhecemos os hábitos de prescrição que ora se entrelaçavam com a especialização de cada prescritor. Nestes tempos, compreendemos que a prescrição de inúmeros fármacos era comum, mesmo quando estava distante do conhecido diagnóstico. Com a análise constatamos várias interações medicamentosas, que culminam com o aumento de reações adversas. Não obstante, na década seguinte, as vivências prosseguem em Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) no estado do Rio de Janeiro; assumindo características semelhantes nas prescrições medicamentosas, com alto número de interações medicamentosas. Neste novo espaço de saúde mental, assumido a partir do redirecionamento do modelo assistencial em saúde mental, nota-se a inserção do usuário e a melhor relação com a inclusão social. Ao avançar, as análises seguiram com busca de interações entre fármacos e a alimentação, assim como às interações entre fármacos e algumas drogas de abuso. As vivências agregaram ao entendimento de que o velho e o novo modelo ainda são fortemente alicerçados em prescrições medicamentosas com inúmeros medicamentos em que o conhecimento acerca de interações medicamentosas deve ser aprofundado de maneira interprofissional, para evitar o aumento de reações adversas aos usuários em saúde mental. Em garantia ao resgate de psicofarmacologia, o livro começa com abordagem voltada à atuação dos fármacos e o estabelecimento da farmacoterapia. Certamente, este livro estimula os profissionais e futuros profissionais da saúde à necessidade de formação sólida para atuação em saúde mental, especialmente para conduzir à prescrição e à utilização racional e segura de medicamentos.