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Terra de índio

Terra de índio

Imagens em aldeamentos do Império
Por
Marta Amoroso
Editora
Terceiro Nome
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Onde encontrar
Sinopse

O século 19 quis transformar o índio no pobre do Brasil. Esse é o ponto de partida do livro Terra de Índio – Imagens em Aldeamentos do Império, da antropóloga Marta Amoroso. A autora situa o leitor em dois movimentos. Em um primeiro momento, logo depois da chegada da Família Real ao país e da Abertura dos Portos às nações amigas, em 1808, acompanha-se as expedições dos artistas e naturalistas que percorreram trechos bastante intactos da Mata Atlântica, que acolhiam – e acolhem ainda hoje – povos falantes das línguas Jê e Guarani. 

 

Em um segundo momento, retrata a criação, em 1845, dos Aldeamentos de Catequese e Civilização dos Índios, concebidos para territorializar e sedentarizar os índios, mas também para acomodar colonos nacionais e estrangeiros recém chegados no Brasil. 

 

“Os índios impõem o peito de bronze ao homem branco”, afirmava um missionário capuchinho italiano, que morou grande parte de sua vida em um desses aldeamentos, de onde registrou a distância que os Guarani e os Kaingang mantinham da sede da missão. A abordagem desse estudo focaliza assim as dinâmicas deflagradas nos aldeamentos do Império. O período constitui para a história dos índios uma instigante descontinuidade na serie de registros da ação missionária cristã: antecede a elaboração da Lei de Terras, em 1850, institui para os índios um regime pautado pela tutela do Estado e por uma nova definição de seu território. Em meio a uma política indigenista paradoxal em sua formulação, de grande impacto na atualidade da questão territorial relativa aos povos indígenas, os aldeamentos do Império revelam também as formas indígenas de organização daquele espaço.